Pesquisadores da historiografia colonial do Brasil, inclusive o eminente Câmara Cascudo, afirmam que a pequena frota em que veio Américo Vespúcio um ano após a descoberta oficial do Brasil por Pedro Álvares Cabral, encontrou, muitas dificuldades ao se aproximar do litoral norte do atual RN.
"No mês de agosto, logo ao chegar, avistou muitos índios. Os dois primeiros voluntários que foram a terra não mais retornaram. Após esperar alguns dias por sua volta, o comandante enviou um pequeno barco à praia tentando encontrar vestígios dos homens desaparecidos. Foram recebidos por várias mulheres que, no entanto, ficaram a distancia, e desconfiadas, todavia curiosas. Um dos marinheiros, jovem, forte e corajoso caminhou até elas. Aparentemente deslumbradas, as índias começaram a examiná-lo. Uma delas chegando por traz deu-lhe de repente uma forte pancada na cabeça que o matou. No mesmo momento, outras mulheres o levaram dependurado pelos pés e mãos em direção a um monte vizinho a um bosque. As mulheres despedaçaram o jovem e assaram em uma enorme fogueira. Alguns membros da frota queriam vingar-se da morte cruel que presenciaram mas o capitão-mor não autorizou. Quando os atônitos tripulantes do barco pensaram em reagir, uma chuva de flechas caiu sobre eles".
Observa-se que esse primeiro contato com os indios do RN, fora diferente daquele feito por Cabral e sua gente. Não obstante, essa má impressão de ferocidade que os índios tapuias deram aos primeiros exploradores portugueses e acarretou também o retardamento da colonização da capitania do Rio Grande do (Norte). Este fato mostrou que os tapuias Tararijou também chamados de Cariris que habitavam em época passada o litoral principalmente o litoral setentrional entre os baixios do marco de Touros e o delta do rio Açu.
Resumo pesquisado na enciclopédia Grandes Personagens da Nossa Historia pagina 46 e no livro de Paulo Pereira dos Santos: Evolução Econômica do RN (Do século XVI ao século XX), pagina 23.