sexta-feira, 29 de junho de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

CONSIDERAÇÃO SOBRE RECURSOS HIDRICOS DO MUNICIPIO DO ASSU-RN


CONSIDERAÇÃO SOBRE RECURSOS HIDRICOS DO MUNICIPIO DO ASSU-RN PARA FORMULAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA HIDRICA. 


ESCRITO NO INICIO DA DÉCADA VIGENTE EM 2004 

O município do Assu que possui 100% do seu território inserido geograficamente no chamado Polígono das Secas, é uma região privilegiado no que concerne à disponibilidade de recursos hídricos e condições geológica, geomorfológica e hidrogeológica favoráveis ao incremento e aproveitamento deste importante recurso natural.

        A Bacia Potiguar que recobre quase a metade dos 53.306,8 Km2 de superfície do estado do RN, cerca de 40%, encerra em seu domínio, além de importantes jazidas de Petróleo, Gás Natural, Água Mineral, Calcário, Argila, Sal Marinho, Diatomita e Gipsita, um expressivo volume d’água subterrânea, que pode ser explotada através de poços tubulares, profundos ou não, o que irá depender do tipo de rocha aflorante e das condições hidrogeológica reinante na região.

            O município do Assu com 1.269,24 Km2 equivalente a 2,3% da superfície estadual possui cerca de 75 % de rochas geologicamente de natureza sedimentar pertencente ao Grupo Apodi (Bacia Potiguar) constituída pela Formação Açu e Formação Jandaira e Grupo Barreiras que afloram na sua porção central e norte respectivamente. O restante de rochas é de natureza ígnea que formam o chamado embasamento cristalino que aflora ao sul.

           O município do Assu possui 95% de seu território inserido na denominada bacia hidrográfica Piancó/Piranhas/Açu e o restante inserida na bacia hidrográfica Apodi-Mossoró.

O município do ASSÚ_RN é o mais rico município do estado do RN no ponto de vista da presença de recursos hídricos tanto subterrâneos quanto superficial do RN. A barragem do Açu com 2.4 bilhões de metros cúbicos, o açude publico do Mendubim com 76 346 000 de m3, a lagoa do Piató com cerca de 96 000 000 de m3 e outros açudes e lagoas menores, ademais o rio Açu se encontra perenizado artificialmente, ademais com de  um sistema de adutoras atravessando suas terras de leste ao oeste com estensão de cerca de 34 Km o que faz com que se tenha auto sustentabilidade, segurança hídrica e se exporte apreciável volume de água para outros municípios do estado mais carente de água potável.

        A comunidade de Trapiá e adjacência, porção territorial do Assu situada no extremo noroeste do município, assentada sobre rochas calcarias que em seu domínio hidrogeólogico, encerra água salobra, antigamente era a região mais critica no que diz respeito à falta de água potável sendo naquela época abastecida constantemente por carros pipas. Teve o problema solucionado por acaso com ajuda do bom Deus provedor. Na prospecção de petróleo na região o que a Petrobras encontrou foi uma apreciável quantidade de água de excelente qualidade em um poço tubular profundo de 699 metros que atravessou a camada de calcário e se atingiu o arenito da Formação Açu subjacente conhecido regionalmente pelo seu grande potencial hídrico. A Petrobras cedeu tal poço com uma vazão de cerca de 80 mil litros/hora a comunidade. Com uma construção de uma caixa d’água suspensa e um mini sistema adutor acabou de vez por todas com gastos pelo governo com alugação de carros pipas nesta árida região do Brasil.

        Todavia apesar da expressiva quantidade de água de boa qualidade no seu subsolo algumas comunidades rurais ainda carecem de água potável. Tal fato é devido ao meu juízo a decisão não bem pensada pela de se perfurar poços rasos, de baixa vazão que não chegaram a atravessar o pacote de rocha sedimentar de rocha calcaria carente de água de boa qualidade e imprópria para consumo humano. Cito como exemplo a comunidade rural do Simão e Carne Gorda onde já existem mais de quatro poços tubulares rasos construídos por órgãos governamentais que não resolveu em nada a problemática da falta de água potável para aquela região, onde inclusive já existe caixa d’água suspensa em cada comunidade supracitada. A solução para esse problema é simples. Se quiser água potável em grande quantidade se deve perfurar poços com profundidade superior a 200 metros tal como optou a comunidade de Palheiros I, onde a CPRM fez de cerca de 284 metros e esta resolvendo definitivamente a falta do precioso liquido que ocorria por lá na época do governo de Ronaldo Soares. Outra solução é opção para amenizar a situação é a utilização de dessalinizadores aproveitando a água de má qualidade dos poços rasos já existentes na região como existe nas Comunidades de Bangüê, Panon I, Simão, Porto Piató, Nova Esperança, porção sedimentar e Riacho situada geologicamente no embasamento cristalino constituindo assim apenas seis dessalizadores nas comunidades rurais, enquanto o município de Mossoró possuía na época de Rosalba Ciarline cerca de 59 dessalinizadores.

A utilização de desalinadores é uma opção relativamente boa, todavia proporciona muito pouca vazão quando comparado a vazão dos poços profundos em rochas calcarias. Sua manutenção que deve ser feita por técnicos especializados é outro pequeno problema para a região carente de água de boa qualidade que as comunidades enfrentam.

          Por fim é importante esclarecer que a região rica em água é ainda carente em poços bons e sistema de captação e distribuição de água potável. Como diretor do Departamento de Recurso Hídrico defende o que eu chamo de PPPPP que é um Programa Permanente de Perfuração de Poços Profundos nas comunidades e assentamentos rurais, com profundidade superior a 200 metros na região calcária que aliado a construção de cisternas de placas com capacidade armazenagem de 16.000 litros de água de chuva, supre as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas. Há pouco tempo atrás só existe pouco mais de 250 unidades de cisternas de placas no município. Com se possa se acabar em cerca de 99% a dependência de carros pipas para o abastecimento das comunidades rurais. Para este fim basta apenas o ministério da Integração e/ou Governo do Estado equipar a prefeitura municipal do Assu ou o DNOCS com perfuratriz como outrora funcionava e cumpria o seu importante papel de combater os efeitos negativos das secas, ou utilizar as perfuratrizes da SEMARH e FUNASA que muitas vezes ficam ociosas, paradas segundo alguns técnicos destes próprios órgãos na qual tive oportunidade de discutir sobre o tema, quando estiveram aqui em nossa região. Com a construção de cisternas de placas, pois em Assu chove em media anual em torno de 600 a 800 mm e com esse volume de chuva todo ano pode se encher, aliado a perfuração de poços iria melhorar consideravelmente a qualidade de vida da população no campo e se evitar o êxodo da população rural para a cidade.          

No município do Assu com população superior a 55.000 habitantes, há excedente de recurso hídricos superficiais e subterrâneos e subutilização deste recurso. O Departamento de Agricultura na pessoa de Eugênio Fonseca Pimentel sonha em atender os anseios  e expectativa da população rural que é a garantia alimentar e o suprimento de água de boa qualidade para esta região sujeita as agruras do clima adverso. O Programa do governo federal Bolsa Família já funciona como uma segurança alimentar para este povo pobre e sofrido sendo que a ocorrência de uma seca já não assusta tanto como em épocas passadas. A segurança hídrica pode ser alcançada em breve espaço de tempo com a reconstrução de açudes arrombados pelas enchentes, construção de barragens subterrâneas na porção sul onde aflora o embasamento cristalino, construção de poços profundos, pequenas adutoras de pequeno diâmetro e cisternas de placas como também defende a ASA e a Caritas brasileira no excelente Programa Um milhão de Cisterna no Semiárido do Brasil. Com ajuda de DEUS vou Conseguir. 



OBRAS EM ANDAMENTO:



Foi concluído com sucesso o poço profundo de 200 metros na comunidade de de Simão faltando a construção de mini adutoras. Obs: Toda obra foi concluida no governo do prefeito Ronaldo Soares.

Está em construção um poço no assentamento rural Novos Pingos  na qual através de adutoras irá suprir a necessidade da região da Baixa dos Galegos. Foi concluído pela perfuratriz da FUNASA. Existe também outro poço na comunidade rural de Palheiro IV faltando à instalação de bomba elétrica e sistema de  mini adutoras de pequeno tal como será construída em Simão. Obra em construção pela FUNASA. Foi concluído no governo de Ivan Lopes.

Em processo de licitação obras de perfuração de poços e instalação de bombas elétricas nas comunidades rurais de Baixa de São Francisco, Bonita, São Vicente/Cangalha, Palheiro II e Canto do Umari. Estas obras já possui recurso financeiro assegurado e serão feitas em convenio com o Ministério da Integração com prefeitura do Assu – RN. Informo que só foi feito o poço com sucesso no Canto do Umarí. O dinheiro talvez voltou para o órgão federal Ministério da Integração.



OBRAS PLEITEIADAS



1-    Reconstrução dos açudes arrombados de Samba Quixaba e Açude de Bem Bem entre outros.

2-   Construção de Barragens subterrâneas aliadas a construção de poços amazonas ou caçimbãos na porção sul onde aflora rochas do embasamento cristalino.      

3-    Perfuração de poços profundos nas seguintes localidades: região da Caatinga borda sul da Bacia Potiguar. Poços profundos na região calcária nas localidades de Cangalha, Três Bocas/Lagoa da Bezerra, Catingueira, Janduis, Talhado, Palheiro II de Dentro, Lagoa do Chiqueiro, Baixa dos Adelinos, e Coronel João Carlos. Para a obtenção de água de boa qualidade é sugerido pelo geólogo da prefeitura que estes poços tenham uma profundidade igual ou superior a 250 metros na qual atravessará a camada de calcário e se atingira o aqüífero Açu médio/inferior .

4-    Perenização do rio Panon com contribuição da água  subutilizada da Barragem de Umari, Upanema RN.

5-    Aprofundamentos de lagoas rasas com presença de água de maneira temporárias para criação de peixes em tanques ou de modo convencional.

6-   Obtenção de pelo menos 10 dessalinadores a ser implantado especialmente na região calcaria do município.

8-    Construção de um maior número de cisternas de placas com capacidade de 16.000 litros.

9- Limpeza e aproveitamento de poços existentes que se somados com os poços clandestinos não registrado na SEMARH ou IGARN construído pela iniciativa privada, ultrapassa a marca de 300 poços em ASSÚ RN.

10- Construção da miniadutora Geólogo Eugênio Fonseca Pimentel, estendendo desde o ponto de subida de água para a caixa d’água de Bom Lugar II até a comunidade rural de Divisão no limite sul do nosso município. Ora, se a água tem força para subir cerca de 8 metros para encher a caixa d’água, também poderá seguir por terrenos a frente. O serviço de topografia já foi feito pelo topográfo Chico Lucas.

11- Mossoró ao meu juízo deveria como compensação a água suprida por ASSÚ verba para se adquirir uma pefuratriz aqui no Grande Vale.






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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

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 by Redação - 18/11/20160
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Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas

A geração de energia solar é importante para o País atingir suas metas assumidas na COP 21.Foto: Divulgação / Agência Brasil

O prédio do Ministério de Minas e Energia (MME) é o primeiro órgão do governo federal na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a contar com sistema de geração de energia solar fotovoltaica conectado à rede de distribuição. Com o sistema, inaugurado na quinta-feira (17), o local deixará de emitir 6,4 toneladas de CO2 na atmosfera e economizará cerca de R$ 70 mil ao ano.
Em entrevista ao Portal Brasil, o ministro da pasta, Fernando Coelho Filho, destacou que além da economia de energia, o sistema instalado simboliza o compromisso do governo brasileiro com a utilização de fontes de energia renováveis, além da fonte hídrica.
O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) para a instalação do primeiro sistema da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição.
Compromisso
A instalação do sistema vai ao encontro do compromisso assumido na COP 21, quando o País se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.
O ministro enfatizou que “o presidente Michel Temer depositou na ONU o compromisso do Brasil, assumido na COP 21 , de poder ampliar as matrizes energéticas renováveis além da fonte hídrica. O MME, responsável pela edição de políticas do setor, já gera parte da sua energia de forma sustentável e renovável”, comemorou.
Funcionamento
O sistema de geração distribuída solar fotovoltaica está instalado no telhado do edifício-sede do MME, dessa forma, será possível compensar parte da eletricidade consumida por meio de geração própria.
Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do orçamento do governo federal. O investimento, estimado em de R$ 400 mil, foi viabilizado pela Absolar e seus associados.
Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas pelo sistema. Isso equivale a uma área de floresta de 3 mil m² ou cerca de 900 mil quilômetros rodados por carros de passeio das ruas do País.
A energia que venha a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semana e feriados) será entregue à Companhia Energética de Brasília (CEB) e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses.
Incentivo
A geração distribuída já é regulada no País e o consumidor de energia elétrica pode fazer essa opção e solicitar a sua conexão à rede. A energia gerada pelo sistema fotovoltaico é de 20% a 30% mais econômica que a comprada em baixa tensão do sistema elétrico.
“É uma tendência natural no mundo todo. A instalação no ministério dá ao consumidor a confiança e o conhecimento necessários para que ele possa também adotar o mesmo tipo de sistema na sua casa ou na sua empresa”, declarou o presidente da Absolar.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MME

in EcoDebate, 18/11/2016