CONSIDERAÇÃO SOBRE RECURSOS HIDRICOS DO MUNICIPIO DO ASSU-RN PARA FORMULAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA HIDRICA.
ESCRITO NO INICIO DA DÉCADA VIGENTE EM
2004
O município do Assu que possui 100%
do seu território inserido geograficamente no chamado Polígono das Secas, é uma
região privilegiado no que concerne à disponibilidade de recursos hídricos e
condições geológica, geomorfológica e hidrogeológica favoráveis ao incremento e
aproveitamento deste importante recurso natural.
A Bacia Potiguar que recobre quase a metade dos 53.306,8 Km2 de
superfície do estado do RN, cerca de 40%, encerra em seu domínio, além de
importantes jazidas de Petróleo, Gás Natural, Água Mineral, Calcário, Argila,
Sal Marinho, Diatomita e Gipsita, um expressivo volume d’água subterrânea, que
pode ser explotada através de poços tubulares, profundos ou não, o que irá
depender do tipo de rocha aflorante e das condições hidrogeológica reinante na
região.
O município do Assu com 1.269,24 Km2 equivalente a 2,3% da
superfície estadual possui cerca de 75 % de rochas geologicamente de natureza
sedimentar pertencente ao Grupo Apodi (Bacia Potiguar) constituída pela
Formação Açu e Formação Jandaira e Grupo Barreiras que afloram na sua porção
central e norte respectivamente. O restante de rochas é de natureza ígnea que
formam o chamado embasamento cristalino que aflora ao sul.
O
município do Assu possui 95% de seu território inserido na denominada bacia
hidrográfica Piancó/Piranhas/Açu e o restante inserida na bacia hidrográfica
Apodi-Mossoró.
O município do ASSÚ_RN é o mais rico
município do estado do RN no ponto de vista da presença de recursos hídricos
tanto subterrâneos quanto superficial do RN. A barragem do Açu com 2.4 bilhões
de metros cúbicos, o açude publico do Mendubim com 76 346 000 de m3,
a lagoa do Piató com cerca de 96 000 000 de m3 e outros açudes e
lagoas menores, ademais o rio Açu se encontra perenizado artificialmente, ademais
com de um sistema de adutoras
atravessando suas terras de leste ao oeste com estensão de cerca de 34 Km o que
faz com que se tenha auto sustentabilidade, segurança hídrica e se exporte
apreciável volume de água para outros municípios do estado mais carente de água
potável.
A
comunidade de Trapiá e adjacência, porção territorial do Assu situada no
extremo noroeste do município, assentada sobre rochas calcarias que em seu
domínio hidrogeólogico, encerra água salobra, antigamente era a região mais
critica no que diz respeito à falta de água potável sendo naquela época
abastecida constantemente por carros pipas. Teve o problema solucionado por
acaso com ajuda do bom Deus provedor. Na prospecção de petróleo na região o que
a Petrobras encontrou foi uma apreciável quantidade de água de excelente
qualidade em um poço tubular profundo de 699 metros que atravessou a camada de
calcário e se atingiu o arenito da Formação Açu subjacente conhecido
regionalmente pelo seu grande potencial hídrico. A Petrobras cedeu tal poço com
uma vazão de cerca de 80 mil litros/hora a comunidade. Com uma construção de
uma caixa d’água suspensa e um mini sistema adutor acabou de vez por todas com
gastos pelo governo com alugação de carros pipas nesta árida região do Brasil.
Todavia
apesar da expressiva quantidade de água de boa qualidade no seu subsolo algumas
comunidades rurais ainda carecem de água potável. Tal fato é devido ao meu
juízo a decisão não bem pensada pela de se perfurar poços rasos, de baixa vazão
que não chegaram a atravessar o pacote de rocha sedimentar de rocha calcaria
carente de água de boa qualidade e imprópria para consumo humano. Cito como
exemplo a comunidade rural do Simão e Carne Gorda onde já existem mais de
quatro poços tubulares rasos construídos por órgãos governamentais que não
resolveu em nada a problemática da falta de água potável para aquela região,
onde inclusive já existe caixa d’água suspensa em cada comunidade supracitada.
A solução para esse problema é simples. Se quiser água potável em grande
quantidade se deve perfurar poços com profundidade superior a 200 metros tal
como optou a comunidade de Palheiros I, onde a CPRM fez de cerca de 284 metros
e esta resolvendo definitivamente a falta do precioso liquido que ocorria por
lá na época do governo de Ronaldo Soares. Outra solução é opção para amenizar a
situação é a utilização de dessalinizadores aproveitando a água de má qualidade
dos poços rasos já existentes na região como existe nas Comunidades de Bangüê,
Panon I, Simão, Porto Piató, Nova Esperança, porção sedimentar e Riacho situada
geologicamente no embasamento cristalino constituindo assim apenas seis
dessalizadores nas comunidades rurais, enquanto o município de Mossoró possuía
na época de Rosalba Ciarline cerca de 59 dessalinizadores.
A utilização de desalinadores é uma
opção relativamente boa, todavia proporciona muito pouca vazão quando comparado
a vazão dos poços profundos em rochas calcarias. Sua manutenção que deve ser
feita por técnicos especializados é outro pequeno problema para a região
carente de água de boa qualidade que as comunidades enfrentam.
Por
fim é importante esclarecer que a região rica em água é ainda carente em poços
bons e sistema de captação e distribuição de água potável. Como diretor do Departamento
de Recurso Hídrico defende o que eu chamo de PPPPP que é um Programa Permanente
de Perfuração de Poços Profundos nas comunidades e assentamentos rurais, com
profundidade superior a 200 metros na região calcária que aliado a construção
de cisternas de placas com capacidade armazenagem de 16.000 litros de água de
chuva, supre as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas. Há pouco
tempo atrás só existe pouco mais de 250 unidades de cisternas de placas no
município. Com se possa se acabar em cerca de 99% a dependência de carros pipas
para o abastecimento das comunidades rurais. Para este fim basta apenas o
ministério da Integração e/ou Governo do Estado equipar a prefeitura municipal
do Assu ou o DNOCS com perfuratriz como outrora funcionava e cumpria o seu
importante papel de combater os efeitos negativos das secas, ou utilizar as
perfuratrizes da SEMARH e FUNASA que muitas vezes ficam ociosas, paradas
segundo alguns técnicos destes próprios órgãos na qual tive oportunidade de
discutir sobre o tema, quando estiveram aqui em nossa região. Com a construção
de cisternas de placas, pois em Assu chove em media anual em torno de 600 a 800
mm e com esse volume de chuva todo ano pode se encher, aliado a perfuração de
poços iria melhorar consideravelmente a qualidade de vida da população no campo
e se evitar o êxodo da população rural para a cidade.
No município do Assu com população
superior a 55.000 habitantes, há excedente de recurso hídricos superficiais e
subterrâneos e subutilização deste recurso. O Departamento de Agricultura na
pessoa de Eugênio Fonseca Pimentel sonha em atender os anseios e
expectativa da população rural que é a garantia alimentar e o suprimento de
água de boa qualidade para esta região sujeita as agruras do clima adverso. O
Programa do governo federal Bolsa Família já funciona como uma segurança
alimentar para este povo pobre e sofrido sendo que a ocorrência de uma seca já
não assusta tanto como em épocas passadas. A segurança hídrica pode ser
alcançada em breve espaço de tempo com a reconstrução de açudes arrombados
pelas enchentes, construção de barragens subterrâneas na porção sul onde aflora
o embasamento cristalino, construção de poços profundos, pequenas adutoras de
pequeno diâmetro e cisternas de placas como também defende a ASA e a Caritas
brasileira no excelente Programa Um milhão de Cisterna no Semiárido do Brasil.
Com ajuda de DEUS vou Conseguir.
OBRAS EM ANDAMENTO:
Foi concluído com sucesso o poço profundo
de 200 metros na comunidade de de Simão faltando a construção de mini adutoras.
Obs: Toda obra foi concluida no governo do prefeito Ronaldo Soares.
Está em construção um poço no
assentamento rural Novos Pingos na qual através de adutoras irá suprir a
necessidade da região da Baixa dos Galegos. Foi concluído pela perfuratriz da
FUNASA. Existe também outro poço na comunidade rural de Palheiro IV faltando à
instalação de bomba elétrica e sistema de mini adutoras de pequeno tal
como será construída em Simão. Obra em construção pela FUNASA. Foi concluído no
governo de Ivan Lopes.
Em processo de licitação obras de
perfuração de poços e instalação de bombas elétricas nas comunidades rurais de
Baixa de São Francisco, Bonita, São Vicente/Cangalha, Palheiro II e Canto do
Umari. Estas obras já possui recurso financeiro assegurado e serão feitas em
convenio com o Ministério da Integração com prefeitura do Assu – RN. Informo
que só foi feito o poço com sucesso no Canto do Umarí. O dinheiro talvez voltou
para o órgão federal Ministério da Integração.
OBRAS PLEITEIADAS
1- Reconstrução dos
açudes arrombados de Samba Quixaba e Açude de Bem Bem entre outros.
2- Construção de
Barragens subterrâneas aliadas a construção de poços amazonas ou caçimbãos na
porção sul onde aflora rochas do embasamento cristalino.
3- Perfuração de
poços profundos nas seguintes localidades: região da Caatinga borda sul da
Bacia Potiguar. Poços profundos na região calcária nas localidades de Cangalha,
Três Bocas/Lagoa da Bezerra, Catingueira, Janduis, Talhado, Palheiro II de
Dentro, Lagoa do Chiqueiro, Baixa dos Adelinos, e Coronel João Carlos. Para a
obtenção de água de boa qualidade é sugerido pelo geólogo da prefeitura que
estes poços tenham uma profundidade igual ou superior a 250 metros na qual
atravessará a camada de calcário e se atingira o aqüífero Açu médio/inferior .
4- Perenização do
rio Panon com contribuição da água
subutilizada da Barragem de Umari, Upanema RN.
5- Aprofundamentos
de lagoas rasas com presença de água de maneira temporárias para criação de
peixes em tanques ou de modo convencional.
6- Obtenção de pelo
menos 10 dessalinadores a ser implantado especialmente na região calcaria do
município.
8- Construção de um
maior número de cisternas de placas com capacidade de 16.000 litros.
9- Limpeza e aproveitamento de poços
existentes que se somados com os poços clandestinos não registrado na SEMARH ou
IGARN construído pela iniciativa privada, ultrapassa a marca de 300 poços em
ASSÚ RN.
10- Construção da miniadutora Geólogo
Eugênio Fonseca Pimentel, estendendo desde o ponto de subida de água para a caixa d’água de Bom Lugar II até a
comunidade rural de Divisão no limite sul do
nosso município. Ora, se a água tem força para subir cerca de 8 metros para
encher a caixa d’água, também poderá seguir por terrenos a frente. O serviço de
topografia já foi feito pelo topográfo Chico Lucas.
11-
Mossoró ao meu juízo deveria como compensação a água suprida por ASSÚ verba
para se adquirir uma pefuratriz aqui no Grande Vale.
Abram o link leiam o conteúdo e
comentários.
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