quarta-feira, 4 de junho de 2014

Reconstruindo o mapa das capitanias hereditárias por Jorge Pimentel Cintra

Reconstruindo o mapa das capitanias hereditárias Jorge Pimentel Cintra1 Docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-47142013000200002&script=sci_arttext As capitanias do norte Inicialmente, na citada carta a Martim Afonso, o rei pretendia distribuir as terras de Pernambuco ao rio da Prata. Talvez porque de Pernambuco para o sul fosse a zona do pau-brasil e dos melhores portos, a região norte parecia menos favorecida: costa com baixios de areia, correntes, ventos traiçoeiros, marés muito movimentadas, menos portos39. Mas, iniciado o processo de doação a partir de Pernambuco para o norte, surgiram novos pretendentes às terras. Antes de proceder a isso, o rei fez doação de mais um lote de 30 léguas a Pero Lopes (Itamaracá) e por cima dessa linha procedeu-se à divisão de terras pelos quatro pretendentes (capitanias 1 a 4 na Tabela 1). Nesse grupo de capitanias do norte, faltam as cartas de doação de Fernando Álvares de Andrade e de Aires da Cunha, sendo que existe um fragmento da carta deste último, correspondendo a cerca de 50% do documento40, e o que sobra não contem informação cartográfica relevante. Por sua vez, costuma-se dizer que a carta de doação de João de Barros foi perdida, ou que sobram só fragmentos, o que não é verdade. Esse documento encontra-se transcrito na citada introdução de António Baião ao Ásia de João de Barros e, por outro lado, boa parte dela encontra-se na Torre do Tombo41. Ver tabela 7

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