O geólogo Eugênio Fonseca Pimentel afirmou durante reunião do Programa de Ação Estadual de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE), em Caicó, na semana passada, que o problema da desertificação já é uma realidade na região do Vale do Açu. Ele advertiu ser necessário que haja a preocupação da sociedade com relação a este fato.
Eugenio Pimentel enfatizou é preciso novas alternativas para substituir a matriz energética do parque ceramista do Vale do Açu para que seja possível conter o avanço da desertificação em conseqüência da retirada da vegetação nativa, que é utilizada como combustível pelos fornos das cerâmicas.
A programação ocorrida em Caicó foi o desfecho de um ciclo de eventos do gênero que anteriormente percorreu as cidades de Mossoró e Pau dos Ferros. Eugênio Pimentel, que é servidor da Prefeitura do Assu, destacou que a oficina técnica deu sequência à discussão em torno da elaboração do PAE potiguar. Ele disse que as atividades são necessárias para que o programa seja legitimado e que possa realmente ser um produto de execução de ações práticas na busca do combate à desertificação e na mitigação dos efeitos da seca no Estado.
A programação foi fruto de uma parceria do Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Ministério do Meio Ambiente, Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte e a Articulação do Semi-árido Potiguar (Asa), com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a GTZ - Cooperação Técnica Alemã.
1 comentários:
Meliponário do Sertão disse...
Infelizmente isso é uma verdade, na época que trabalhei na Promotoria de Justiça de Assu-RN, cansei de ver as dezenas de caminhões carregadíssimos de lenha, madeira oriundas das últimas reservas da Caatinga do Vale do Rio Assu-RN, fora as centenas de caminhões carregando areia do Rio Assu, na frente de todo mundo...
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